Saturday, October 27, 2007

O problema da costoleta de porco

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Como se come em Erasmus?
Com a ajuda do nosso amigo Marco no BB1 que nos privilegia com este belo momento, posso tentar decifrar este enigma. A verdade é não se come mal. O problema é sempre, que comer? Que cozinhar? Até certo ponto, passados quase 3 meses as ideias começam a faltar. Parece que comemos sempre as mesmas coisas. E temos de nos sujeitar um pouco à matéria prima que existe. Massas existe de todo o tipo, variedade, forma, cor, tamanho e feitios que possam imaginar, e quase sem se pagar, pelo contrário, para encontrar arroz a tarefa é bem mais difícil, existem sacos de 5kg com aspecto um pouco duvidoso e sabor igualmente estranho. Onde esta o nosso arroz cigala? Depois, é sempre certo comprar imensos pacotes de bacon triturado já, natas, ovos, carne picada, frango e agora estamos também a enveredar pela carne de vaca e pelo peixe, que já nos faz falta. Sopa nem vê-la. Uma ou duas vezes daquela mesmo Knorr. A verdade é que tudo nos leva a confeccionar os ditos "pratos italianos": pizzas, lasanhas e massas com qualquer coisa, tudo vale. Umas têm nomes [carbonara, bolonhesa, putanesca], outras nem tanto, digamos que abre-se o frigorífico e é o que houver. Tenho a dizer que aprendi a fazer uma pasta com atum que fica espantosamente bem, e de boa apresentação na mesa. Claro que o atum é sempre quando já não há mais nada e não temos tempo para ir as compras.
Mas quem pensa que nos desleixamos no campo da culinária engana-se redondamente. Preza-se pela boa qualidade, e essencialmente pela boa apresentação. Dar um toque de chic digamos. Jamais o tacho vai para a mesa, a refeição serve-se nos pratos. A garrafa Luso tem sido presença obrigatória mas tenho "sentido" que não é de bom tom ter a garrafa na mesa. O senhor Caetano Bragança ajuda sempre a pôr em prática o protocolo "como distribuir os lugares a mesa". Mas isto vai-se aprendendo aos poucos.
A refeição não passa sem o chocolate suíço no fim. Presença obrigatória. Isto claro no campo da sobremesa, onde se investe também muita imaginação. Bolos, pudim, crepes, fruta com chocolate por cima, gelado com molho quente de framboesas e as famosas galletitas. Café para quem não gosta de capuccino e porque não um Porto para acabar?


Monday, October 22, 2007

Sunday, October 21, 2007

The Goldeneye 007 Jump

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Quem não se lembra deste magnífico início de mais uma saga do Agente mais famoso do mundo?
Bond, James Bond em Goldeneye.
Pois é, a barragem de Verzasca é aqui na Svizzera, muito perto mesmo de Mendrisio. E imaginem só? Pode-se fazer Bungee Jumping lá. Para além de ser o salto mais alto do mundo desta modalidade de uma estrutura fixa (220m de altura), atinge-se uma impressionante velocidade de 120km numa queda livre de 7,5 segundos. O preço não é caro, mas infelizmente vou ter de esperar por Março para me mandar nesta aventura, uma vez que agora já esta fechado para Inverno.
De qualquer maneira tenho a dizer que estive lá e realmente é muito impressionante. Fico a espera de quem queira alinhar também nesta aventura...

Thursday, October 18, 2007

La Campana

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Esta foi a minha proposta...
Peter Zumthor disse que mais importante do que a surpresa pelo interior desta torre, mais importante que se só se descobrir a paisagem no topo da torre e não a medida que se sobe, mais importante que a sua materialidade nos diferentes tempos, mais importante que tudo isso é a maneira como ela comunica, com a paisagem, com a vila, com as pessoas, chamando-as. Criando uma própria identidade como torre...

La mia Svizzera


La mia Svizzera é cosi:
Por detrás de muitas bandeirinhas, montanhas e vales existe uma terra cheia de riqueza, monetária e não só.
Penso que riqueza humana... Senão vejamos: Os 7,5 milhões de habitantes desta terrinha são extremamente pontuais, conservadores de recursos naturais, não sujam as ruas, oferecem sempre óptimas condições aos estrangeiros que acolhem... Bem, neste último ponto tenho de dizer que são um pouco rigorosos... A fronteira ainda é das antigas, tem de se parar e encarar o guarda Suiço (não como aqueles do Vaticano, atenção), se se quiser residir é preciso ir ao Uffizio de Stranieri e mostrar um comprovativo de como se está aqui a estudar ou a trabalhar. Preguiçosos não são autorizados a permanecer.
Apesar deste País/Confederação ser composto por 3 culturas (não só linguísticas) tão diversas, nota-se uma certa preocupação pela referência à história, aos centros das pequenas vilas, uma reminiscência patriótica aqui e ali... Enfim.
Já se sabe que esta ilha financeira é bastante rica, um ordenado muito baixo será na ordem dos 9 euros por hora. Tudo o resto é de ai para cima. Um professor Universitário recebe por exemplo 6000 euros por mês para dar um dia de aulas por semana. Vê-se mais Porsches que Clios. Ferraris, Bentleys, etc vão-se vendo por todo o lado.
E por fim o território... Que belo. Montanhas, rios, lagos, planícies, encostas, escarpas, aldeias em pedra, que quase fazem lembrar a nossa Drave. Numa outra escala claro. A neve tudo muda, o carácter, a atmosfera, o tempo. É fria. Cria estações, para nos fazer lembrar que a Svizzera não se apreende de uma vez, mas antes em várias, em tempos diferentes.

Janela Amarela


A meu ver um dos objectivos/pressupostos de uma janela é fazer passar a luz e fazer ver tanto o exterior do interior como o contrário. Nesta linha de raciocínio penso também que o objectivo de um blackout é impedir essa passagem de luz e essa relação interior-exterior.
Heis que alguém decide fazer um blackout amarelo... O resultado é que não se consegue dormir depois das 7h da manhã... Enfim...

The Vertical City




Swamp City: The Towers
Swamp: Mud, soft, tall grass, sinking, little support, wet, shoes, dragon flies, amphibians, birds, malaria, bright lights, silence, different sedimentation, pools of stagnant water, drainage systems, cushions of water, reclamation projects, urbanized territory.
Swamp City, with feet or on stilts, raft on the ground water, insets of the reclaimed plain, forms typical of urban expansion of 20Th century Switzerland, urban desert, fallow land.
The Towers: Babylon, Bologna, Borobudur, Eiffel Paris, Empire State NY, Gizeh, Hong Kong and demons, Matterhorn, Montreal, San Giminiano, Wolkenbügel Moscow El Lissitzky.
Vertical City, Downtown Chicago, Cappadocia Göreme Turkey, Kowloon Walled CityHongkong, Marseille Nantes Unité d'Habitation Le Corbusier, OMA, Sao Paulo.

Saturday, October 6, 2007

Lugano at Day & Night




Assim se passa um dia em Lugano.

Durante a tarde desfruta-se do acolhimento natural desta paisagem magnifica. O banho no lago é um pretexto para um dia longo repleto de realidades distintas. Belezas próprias ou provocadas. O sol, a água, as montanhas, o céu...

Escurece, tudo muda. Agitação. Vestir "chic". Som, barulho que perturba a acalmia das águas. Nas ruas estreitas de pedra existe rock... yeah, Elvis...

Assim se passa um dia em Lugano.

The Portuguese Dinner